12.4.07

Somos Hard Rock, mas o que nos torna contemporâneos?


A IN Verso ainda não completou um ano de fundação, mas o set list já conta com pelo menos 30 composições, cada uma com uma marca diferente, e mesmo assim, sem perder sua principal característica: A batida e a pegada Hard Rock vinda de um passado não muito distante. Mas a pergunta é: O que faz da IN Verso algo tão contemporâneo? As ditas bandas de Hard Rock hoje em dia ainda carregam a marca pesada de uma tendência estética adotada no final dos anos 70 e início dos anos 80, e é fantástico que após tantos anos tenhamos grandes exemplos de bandas que sobreviveram ao novo milênio e continuam firmes e fortes, sem tirar as calças de couro, a escarpe do pescoço ou outros adereços tão marcantes. É o caso de bandas como Aerosmith, Kiss, Deep Purple e Whitesnake. Estas quatro bandas são grandes exemplos de que o Hard Rock continua vivo nos corações e nos palcos do mundo. Mas respondendo a pergunta, o que torna a IN Verso tão contemporânea? A resposta é simples: Diversidade. Quando os cinco integrantes se juntaram, queriam apenas dar som ao que já estava escrito e previamente desenhado em pedaços de papel do vocalista. Basicamente, seria a formação de uma banda, mas que não defendia nenhum estilo, a não ser o gênero maior Rock n' roll. Quando os encontros começaram, notou-se uma diferença muito grande entre todos os integrantes. O guitarrista base é grande apreciador do Rock clássico, do Jazz, Bossa Nova e da Soul music. O baixista é adepto musicalmente e visualmente de estilos como o Punk Rock, o Grunge e algo do Metal dos anos 80. O guitarrista solo é grande fã da música erudita, do Rock progressivo, do Heavy Metal e dos grandes guitarristas. O baterista é Hard Rock da cabeça aos pés, e o vocalista tem uma aproximação maior com o Pop/Rock e a música Pop em geral. Resultado disso? IN Verso, que, na tradução musical significa "No verso" que, por conceito seria: Manifestação artístico/sonora fragmentada primeiramente em poesia musicada. Poética, não apenas poesia. Arte de estruturar em um único movimento musical (como em uma banda de rock), a poética encontrada tanto nas frases de um belo poema, quanto na complexidade erudita da bossa nova, do jazz, ou das grandes obras dos mestres da música clássica. Mistura de elementos estéticos, movimentos literários, musicais e até mesmo sociais, na tentativa de gerar, enfim, um estilo musical que, mesmo sendo embasado em estilos clássicos do rock, possa comportar componentes existentes nos gêneros musicais mais distantes da linha de pensamento comum ao rock n’roll. Resultado sonoro disso tudo? Ritmo muito Hard Rock, intenções no blues, acordes que lembram a bossa nova, riffs que remetem à bandas setentistas, solos e licks apoiados no Heavy metal, vocais em harmonia tais como as primeiras bandas a difundirem o rock, e letras que são, antes de tudo, poesia. Para conferirem tudo isso, existem links no blog com o single da banda. Mas quem é mais detalhista, pode ir em algum show da IN Verso que ocorrerá ainda este mês no Garagem Hermética. Até mais...

Por Mateus Marona

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